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Jan 16

Sobre a situação do camarada Renan Sant’anna

Posted on Tuesday, January 16, 2018 in General

ATUALIZAÇÃO: no dia 5 de fevereiro de 2018, Renan e seu primo Diego foram libertos. Mais informações na página da Ação Direta em Educação Popular – ADEP.

Via  Ação Direta em Educação Popular – ADEP:

Dia 9 de janeiro a polícia em mais uma operação na chamada “guerra as drogas” na favela da Mangueira, invadiu as casas de moradores e moradoras, dentre elas a de um companheiro de militância. A PM invadiu a casa da família do camarada Renan Sant’anna e prendeu ele e seus 2 primos.

Nesse momento Renan está numa cela com mais 50 presos passando por humilhaçõese sofrendo por “crime” que jamais cometeu. Lembremos que na 1a audiência de custódia uma juíza branca, reacionária e que faz parte de uma classe definida que é a elite do país, nem sequer olhou o histórico dos 3 e já sentenciou a prisão preventiva de cara, sem ouvir nem a defesa dos jovens… todos negros, favelados e pobres (bom lembrar tbm).

Pra finalizar temos que reforçar o caráter político da situação do Renan. O rapaz é ativista e bem atuante na área, anarquista, estudante da UERJ e compõe o coletivo ADEP (Ação Direta em Educação Popular). No momento da prisão, em que os policiais reviraram a casa dos três SEM MANDATO ALGUM, os canas dentre outras coisas observaram os livros de Renan e uma máscara de gás (pra proteção pessoal em atos) e afirmou que iria levar Renan por ser “black bloc” e que ja o conheciam.

É preciso estarmos atentos e fortes… Renan é só mais um preso político nesse sistema carcerário e judiciário, que se mostra sempre racista e classista. Igual a Renan temos milhões de presos nesses verdadeiros campos de concentração que são as cadeias país afora. Não podemos nos calar diante desse caso pois reforçamos que TODO PRESO É UM PRESO POLÍTICO por aqui.

Assim como existem Renans e Rafaéis Bragas pelo país, os verdadeiros bandidos seguem ilesos em seus gabinetes de empresas ou casas de poder.

Fortalecemos essa corrente e busquemos nos solidarizar sempre e sempre com os nossos.

Liberdade para Renan e seus primos (Diego e Diogo)!

Jan 16

“A fanbase dos partidos” ou “Quem raios é você na sabatina de Paulinha?”

Posted on Tuesday, January 16, 2018 in General

É triste discutir com eleitores da esquerda que tomam as dores de seus candidatos. Esses eleitores são parte do povo e o povo deveria estar unido. Não é contra essa gente que devemos lutar. Devemos lutar justamente para que essa gente não seja mais enganada pelas elites políticas, entre várias outras coisas. (more…)

Jan 16

Por que máscaras?

Posted on Tuesday, January 16, 2018 in General

Deixa-me tentar te explicar, para ti que ainda finge não entender, por que manifestantes, em especial participantes do black bloc, usam máscaras.

Havia esse rapaz chamado chamado Bruno em 2013. Ele se juntou a um protesto em Laranjeiras, no Rio de Janeiro e confrontou a polícia com um discurso. Ele dizia que não precisávamos usar máscaras, pois não estávamos fazendo nada de errado, apenas exercendo e reivindicando direitos. Assim que a polícia recebeu ordens para brutalizar aquela manifestação, Bruno foi perseguido, eletrocutado, desacordado, eletrocutado ainda mais, detido e levado a um presídio. Foi inicialmente acusado por tentativa de homicídio e a mídia, em especial a Globo, fez uma campanha de assassinato de reputação contra ele. Então foi revelado que as evidências contra ele, o material que ele teria usado na suposta tentativa de homicídio, não poderia ser dele PORQUE ELE NÃO ESTAVA USANDO A MOCHILA NA QUAL O MATERIAL ESTARIA. TAL MOCHILA FOI PLANTADA PELA POLÍCIA! O caso foi arquivado e esquecido, assim como o porquê de manifestantes sentirem a necessidade de proteger suas identidades.

Jan 14

Civil War in Brazil

Posted on Sunday, January 14, 2018 in General

This article was censored on WordPress.com and its original site was shut down.

The favelas are ghettos. Ghettos were isolated areas within European cities were jews were kept. Jews that worked outside the ghetto were demanded to wear visual identification for them to be monitored, being easy target for discrimination. In the 20th century, ghettos in territories governed or occupied by the Nazi were places of huge precariousness and dehumanization,  where one could not get out of under risk of death, unless officially transported to a concentration camp, that under the “final solution” stage also meant certain death. [1]

In Brazil, favelas are ghettos. The laws that rule outside the favelas don’t rule inside them. And the favela dweller, when outside it, once identified, is treated as an invader and irregular element. Such ghettos are subject to police incursions that basically make the favelas low-intensity war zones. Saying that is no metaphor, it’s literal. [2] Instead of granting the safety of that population, the police risk the lives of the dwellers and innocent casualties (innocent being the word for the individual in war that is not engaged on it) are considered collateral damage needed to the success of such incursions by the state as well as the media and the part of the population that support such policies. The conservatives will say that this low-intensity war exists because there is an enemy, namely the organized crime, whose main activity is drug dealing. But drug dealing in favelas is retail, serving a local demand that is small in scope if compared to wholesale, which is the responsible for inserting Brazil in the international drug route. And we know such wholesale dealers are lawmakers and big businessmen. We also know neither them nor their neighbors are confronted with low-intensity war operations. And they are not subject to punishment and loss of status either. [3] [4]

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Jan 13

Guerra Civil no Brasil

Posted on Saturday, January 13, 2018 in Sem categoria

Este texto provocou o banimento do blog original do site da WordPress.

As favelas são guetos. Guetos eram áreas isoladas das cidades europeias onde os judeus eram mantidos. Os judeus que trabalhavam fora do gueto precisavam usar identificadores visuais para serem monitorados, sendo alvos fáceis de discriminação. No século XX, guetos em territórios governados e ocupados por nazistas eram locais de imensa precariedade e desumanização, do qual não se podia sair sob pena de morte, a não ser que se fosse transportado oficialmente para um campo de concentração, o que a partir da “solução final” também significava morte certa. [1]

No Brasil, as favelas são guetos. As leis que valem no asfalto não valem na favela. E o favelado, quando vai pro asfalto, uma vez identificado como favelado, é tratado como elemento invasor e irregular. Tais guetos são sujeitos a incursões policiais que basicamente fazem dos locais zonas de guerra de baixa intensidade. Dizer isso não é metafórico, é literal. [2] Em vez de garantir a segurança dessa população, a polícia arrisca as vidas dos moradores e baixas inocentes (inocente sendo o termo para o sujeito na guerra não engajado nela) são consideradas dano colateral necessário para o sucesso das incursões tanto pelo estado, como pela mídia e a parcela da população que apoia tais políticas. Os conservadores dirão que tal guerra de baixa intensidade existe porque há um inimigo, nomeadamente o crime organizado, cuja principal atividade é o tráfico de drogas. Porém o tráfico na favela é varejista, para atendimento local e de pequeno escopo se comparado com o tráfico atacadista, este sim responsável por inserir o Brasil na rota internacional do tráfico. E sabemos que tais traficantes atacadistas são parlamentares e grandes empresários. Também sabemos nem eles nem seus vizinhos são confrontados com operações de guerra de baixa intensidade. E também não são passíveis de punição nem de perda de status. [3] [4] (more…)