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Jan 16

Por que máscaras?

Posted on Tuesday, January 16, 2018 in General

Deixa-me tentar te explicar, para ti que ainda finge não entender, por que manifestantes, em especial participantes do black bloc, usam máscaras.

Havia esse rapaz chamado chamado Bruno em 2013. Ele se juntou a um protesto em Laranjeiras, no Rio de Janeiro e confrontou a polícia com um discurso. Ele dizia que não precisávamos usar máscaras, pois não estávamos fazendo nada de errado, apenas exercendo e reivindicando direitos. Assim que a polícia recebeu ordens para brutalizar aquela manifestação, Bruno foi perseguido, eletrocutado, desacordado, eletrocutado ainda mais, detido e levado a um presídio. Foi inicialmente acusado por tentativa de homicídio e a mídia, em especial a Globo, fez uma campanha de assassinato de reputação contra ele. Então foi revelado que as evidências contra ele, o material que ele teria usado na suposta tentativa de homicídio, não poderia ser dele PORQUE ELE NÃO ESTAVA USANDO A MOCHILA NA QUAL O MATERIAL ESTARIA. TAL MOCHILA FOI PLANTADA PELA POLÍCIA! O caso foi arquivado e esquecido, assim como o porquê de manifestantes sentirem a necessidade de proteger suas identidades.

Jan 14

Civil War in Brazil

Posted on Sunday, January 14, 2018 in General

This article was censored on WordPress.com and its original site was shut down.

The favelas are ghettos. Ghettos were isolated areas within European cities were jews were kept. Jews that worked outside the ghetto were demanded to wear visual identification for them to be monitored, being easy target for discrimination. In the 20th century, ghettos in territories governed or occupied by the Nazi were places of huge precariousness and dehumanization,  where one could not get out of under risk of death, unless officially transported to a concentration camp, that under the “final solution” stage also meant certain death. [1]

In Brazil, favelas are ghettos. The laws that rule outside the favelas don’t rule inside them. And the favela dweller, when outside it, once identified, is treated as an invader and irregular element. Such ghettos are subject to police incursions that basically make the favelas low-intensity war zones. Saying that is no metaphor, it’s literal. [2] Instead of granting the safety of that population, the police risk the lives of the dwellers and innocent casualties (innocent being the word for the individual in war that is not engaged on it) are considered collateral damage needed to the success of such incursions by the state as well as the media and the part of the population that support such policies. The conservatives will say that this low-intensity war exists because there is an enemy, namely the organized crime, whose main activity is drug dealing. But drug dealing in favelas is retail, serving a local demand that is small in scope if compared to wholesale, which is the responsible for inserting Brazil in the international drug route. And we know such wholesale dealers are lawmakers and big businessmen. We also know neither them nor their neighbors are confronted with low-intensity war operations. And they are not subject to punishment and loss of status either. [3] [4]

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Jan 13

Guerra Civil no Brasil

Posted on Saturday, January 13, 2018 in Sem categoria

Este texto provocou o banimento do blog original do site da WordPress.

As favelas são guetos. Guetos eram áreas isoladas das cidades europeias onde os judeus eram mantidos. Os judeus que trabalhavam fora do gueto precisavam usar identificadores visuais para serem monitorados, sendo alvos fáceis de discriminação. No século XX, guetos em territórios governados e ocupados por nazistas eram locais de imensa precariedade e desumanização, do qual não se podia sair sob pena de morte, a não ser que se fosse transportado oficialmente para um campo de concentração, o que a partir da “solução final” também significava morte certa. [1]

No Brasil, as favelas são guetos. As leis que valem no asfalto não valem na favela. E o favelado, quando vai pro asfalto, uma vez identificado como favelado, é tratado como elemento invasor e irregular. Tais guetos são sujeitos a incursões policiais que basicamente fazem dos locais zonas de guerra de baixa intensidade. Dizer isso não é metafórico, é literal. [2] Em vez de garantir a segurança dessa população, a polícia arrisca as vidas dos moradores e baixas inocentes (inocente sendo o termo para o sujeito na guerra não engajado nela) são consideradas dano colateral necessário para o sucesso das incursões tanto pelo estado, como pela mídia e a parcela da população que apoia tais políticas. Os conservadores dirão que tal guerra de baixa intensidade existe porque há um inimigo, nomeadamente o crime organizado, cuja principal atividade é o tráfico de drogas. Porém o tráfico na favela é varejista, para atendimento local e de pequeno escopo se comparado com o tráfico atacadista, este sim responsável por inserir o Brasil na rota internacional do tráfico. E sabemos que tais traficantes atacadistas são parlamentares e grandes empresários. Também sabemos nem eles nem seus vizinhos são confrontados com operações de guerra de baixa intensidade. E também não são passíveis de punição nem de perda de status. [3] [4] (more…)

Nov 29

Slavoj Žižek: o Bannon da esquerda ou Trumpismo light?

Posted on Wednesday, November 29, 2017 in Sem categoria

Original aqui.
por Alexander Reid Ross,
traduzido por Cris Oliveira

"Não admira Spencer chamar Žižek de seu esquerdista favorito."

“Não admira Spencer chamar Žižek de seu esquerdista favorito.”

O artigo de Slavoj Žižek no Independent ultrapassa seus  trabalhos anteriores no fracasso audacioso e por vezes chocante em compreender até mesmo os mais básicos dos problemas na vida política da esquerda dos EUA. Explicarei a posição dele primeiro, em seguida a de um defensor e, finalmente, minha própria análise. (more…)

Oct 19

“É isso que dá se misturar com a esquerda!”

Posted on Thursday, October 19, 2017 in Sem categoria

 


Agora que vem à tona novamente o caráter traiçoeiro do MEPR e da RECC, me parece haver uma dúvida mais ou menos difundida sobre o porquê de anarquistas insistindo em agir ao lado de correntes socialistas divergentes, principalmente sendo amplamente conhecido o padrão histórico de sabotagens. Tentarei aqui esclarecer a questão. (more…)

Sep 17

Não é possível lutar contra a burguesia negando-se a compreender como ela age

Posted on Sunday, September 17, 2017 in Sem categoria

Outro dia, Lula disse que foi precipitado ao considerar os atos de 2013 como democráticos. Nós conhecemos esse discurso de que as manifestações conservadoras que levaram à derrubada do governo do PT teriam sido continuações diretas do levante popular de 2013. São vários os aspectos que os petistas, seus aliados e simpatizantes ignoram. A diferença de recorte de classe, da atuação da polícia, das motivações, das organizações e há até uma amnésia seletiva que os faz esquecer de que eles também estavam nas ruas durante 2013. Mas eu gostaria de lembrar, com destaque, de uma diferença que ficou muito clara entre os dois momentos.

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Aug 24

Porque eu defendo que Anarquismo é de esquerda

Posted on Thursday, August 24, 2017 in Sem categoria

Mensagem do autor: apesar dos vários outros textos no blog, textos que considero mais importantes, esse aqui tem visitação quase diária graças ao status que alcançou de lenha para treta de Facebook, enquanto os outros são ignorados. Dado o desvio que ele causou no foco das discussões, seria melhor que eu nunca o tivesse escrito. Há coisas mais importantes para a promoção da autonomia popular do que debates teóricos de conceitos históricos, principalmente quando tais debates só existem para um anarquista de internet tentar provar que é mais anarquista que outro anarquista de internet, independente de você discordar ou concordar com o que digo. 16/03/2018

Esses revolucionários franceses sabiam mesmo se divertir! Pena que chegavam a perder a cabeça...

Esses revolucionários franceses sabiam mesmo se divertir! Pena que chegavam a perder a cabeça…

Esse post vai bater de frente com a primeira postagem que eu fiz nesse blog (tecnicamente, a segunda). Mais à frente eu amarro essas pontas.

É comum hoje que pessoas digam que Anarquismo não é de esquerda e nem de direita. Eu já considerei tal possibilidade enquanto ninguém me dava bons motivos para pensar algo diferente. Mas cheguei à minha própria conclusão e vou responder aqui rapidamente porque eu digo que Anarquismo é de esquerda.

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Aug 12

Barreiras para a união das lutas

Posted on Saturday, August 12, 2017 in Sem categoria

Os movimentos identitários são muito importantes por atacar problemas mais específicos que costumam ser eclipsados por pautas mais gerais, porém o discurso que eles vêm usando é péssimo por motivos que destacarei aqui.

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Aug 9

Resposta a quem diz “imposto é roubo!”:

Posted on Wednesday, August 9, 2017 in Sem categoria

Vem cá, vão continuar com essa palhaçada de propriedade privada? Então, enquanto tiver propriedade privada, vai ter a porra do imposto, sim! O dia em que todo mundo perceber que o pior roubo da história da humanidade, o roubo original, é a propriedade privada, o imposto poderá acabar. Até lá, fiquem lançando palavras ao vento.

E viva o matriarcado comunal do Anarquismo das Avós, porque na casa da vovó, ninguém passa fome! Abasteçamos sempre as vovós para que ninguém mais passe fome!

Jul 1

NOTA PÚBLICA DO ADEP CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO INTERNA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Posted on Saturday, July 1, 2017 in Sem categoria

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Nosso Inimigo é o Capital e o Estado que o mantém

AÇÃO DIRETA EM EDUCAÇÃO POPULAR – ADEP·SÁBADO, 1 DE JULHO DE 2017

O ADEP vem por esta nota se manifestar sobre a contraposição absurda que vem sendo propagada de modo irresponsável por alguns indivíduos e coletivos entre apoiar a Liberdade de Rafael Braga e apoiar outros peseguidos políticos de origem supostamente burguesa (mesmo que ‘ou não!’) ou supostamente brancos (mesmo que ‘ou não!’), particularmente os 23 militantes presos arbitrariamente na véspera da final da Copa do Mundo em 2014, e ainda hoje processados sem sentença. Consideramos primariamente que as perseguições do Estado são complementares e não antagônicas. É preciso saber quem são nossos inimigos para também identificarmos corretamente quem são nossos amigos. Dizendo isso, assumimos que estamos vivendo em uma guerra e que a contraposição aludida serve aos nossos inimigos para nos exterminar mais facilmente. Isso não significa negar a existência do privilégio de classe e de cor que alguns entre os 23 têm. Mas admitir tal privilégio não inclui dizer que o Estado deveria ser sim arbitrário e violento para com eles, afinal ele é assim com aqueles que não gozam de tal privilégios. Esta posição mira no alvo errado e acerta a si mesmo, já que o Estado racista, assassino, arbitrário é ainda o mesmo Estado. Consideramos também que na guerra que nos encontramos, guerra de classe, de raça, de gênero, os oprimidos não são jamais os culpados responsáveis ou provocadores da violência que sofrem. Este ponto é muito importante. Pois o discurso de contraposição aludido muitas vezes assina embaixo da criminalização. Jamais alguém que sofre violência policial em um ato é culpado pela violência que sofre, tal como não são culpadas as mulheres estupradas por estarem com roupa curta ou os profissionais grevistas por exigirem seus direitos. Não, ninguém estava provocando, a violência policial não se justifica, a criminalização não é legítima. Nós do ADEP consideramos todos os presos como presos políticos, sabemos que a violência na favela é incomparável com a do asfalto, sabemos que os negros são os matáveis por excelência da nossa sociedade, sabemos que Rafael ainda está preso por ser negro. Mas isso não nos faz assinar embaixo da violência policial no asfalto, nem nos faz indiferentes às prisões arbitrárias de militantes que estão presos e processados por tomar parte nesta mesma luta de classes, de raça, de gênero, denunciando este Estado assassino. Defendemos Liberdade para Rafael Braga e arquivamento do processo dos 23, defendemos ainda Caio e Fábio, e toda luta anticárcere. Não culpamos a vítima pela violência que sofre, não assinamos embaixo de nenhum discurso midiático misógino ou contra o direito à autoorganização e autodefesa popular.